Rob Ashtoffen

Saxofone, Guitarra, Piano, Baixo e Voz

Música

Faço parte de diversos projetos musicais e de produção de vídeo. Atuando na rua toco com o Chaiss na Mala, uma proposta de improvisação, com os componentes básicos; uma bateria de mala e um saxofone soprano. A ideia de usar uma mala como bateria pode ser visto aqui, com vídeos e toda a explicação da loucura: http://lealge.com/projeto/chaiss-na-mala/

Contato
http://www.lealge.com11-27297115robson.ashtoffen@gmail.com
Tocar na rua é, para o músico, uma relação completamente diferente com o som e quem o ouve. Primeiramente pela acústica, o movimento imprevisível da rua, a pura expressão da natureza meio ao artificial, os prédios, o urbano. Segundo, as formiguinhas que vivem nesse mundo urbano sentem e ouvem. O som que se propaga do seu instrumento na rua é público e não invasivo, mas convidativo. Convida-se às pessoas a sentirem, a lembrarem que têm ouvidos. E quantas vezes já não ouvi: - 'Sua música fez meu dia mais tranquilo'; 'Me senti tão bem'. Quantas vezes desconhecidos se tornam conhecidos sentindo-se à vontade para participar, abraçar, tirar fotos, cantar junto. É mostrar que estamos vivos e que as pessoas devem se olhar nos olhos. Essa ação é política, pois tratamos de uma relação e nesse mundo social urbano. Quando chegarmos a um ponto em que o artista de rua faça parte da cultura das crianças, dos transeuntes, seja como um passeio no parque, seja usual e necessário. Apoio e direitos são necessários, pois a arte na rua é um bem comum, no sentido estrito da palavra. E sabemos que para se garantir os bens deve-se prostar nas ruas da melhor forma que sabemos, comunicando, tocando, convidando, provocando. Tenhamos atenção e urgência, pois os bens do espírito são os primeiros a serem usurpados.