Tales Jaloretto

Tales Jaloretto é formado por Ariane Mnouchkine, Bezerra da Silva, Black Alien, Bob Marley, Bruce Lee, Cartola, Charles Chaplin, Chico Science, Chico Buarque, Constantin Stanislavsky, Criolo, Fernando Pessoa (Alberto Caeiro), Glauber Rocha, Machado de Assis, Manoel de Barros, Mestre Bimba, Lars Von Trier, Leonardo da Vinci, Paulo Freire, Pablo Picasso, Plauto, Quentin Tarantino, Raul Seixas, Salvador Dalí, Sócrates, Vincent Van Gogh, Vinicius de Moraes; saraus, capoeira, cerveja de trigo, picanha, amigos, jogos & brincadeiras, BuenosAires, Pernambuco, Madri, Moçambique, Amsterdã, Lisboa, misto quente, suco de laranja, frutos do mar, Roma, lasanha, amores e desamores, alegrias e tristezas... e pela criança que cultivo em mim.

Cultura Popular - Literatura - Teatro

Em 2015, o artista plástico romeno, Tudor Serbanescu, convida 14 poetas de distintas nacionalidades para compor o Projeto Internacional de Poesia Gráfica, cada qual com 5 poemas na língua espanhola. Traduzi quatro poemas, e mais um que foi escrito em espanhol. Assim, com o olhar de Tudor sobre as poesias, criou desenhos para cada poema, duas artes fundindo, se espelhando, formando um terceiro objeto artístico: a Poesia Gráfica.
Em fevereiro de 2016, sob curadoria minha, idealizamos a exposição do Projeto Internacional de Poesia Gráfica na Casa da Palavra, em Santo André. Para a abertura da exposição diversos amigos artistas aceitaram o convite, receberam as Poesias Gráficas, e as reverberaram com suas artes: música, leitura, performance. À mesma maneira surge o experimento cênico Quando Chuvava em Mim, que a convite do autor, une-se Sérgio Pires, ator, dramaturgo e diretor, para provocar e orientar na missão de materializar versos com tantas figuras de linguagens, sonoridades e vozes; e o músico trompetista, Alexandre Luz, que ambientaliza.
No espaço íntimo da exposição na Casa da Palavra, o experimento cênico poético dialoga com o silêncio dos livros e palavras, enquanto o caos interno rompe,
e se comunica com outros eu’s (vídeos do processo) que já percorreram o caminho e a transição.
Na rua e no metrô, a cena poética interfere na velocidade e dinâmica da plataforma de embarque, enquanto as catracas trabalham ferozmente no horário de pico.
Em outro ritmo, ela destoa da pressa dos transeuntes, potencializando o corpo/voz ante os alto-falantes, o ranger dos trilhos, os passos apressados. O corpo-sujeito e não predicado, o silêncio e o olhar abissal pedem calma em versos, mesmo que entre tormentas e calmarias. E os sapatos desaceleravam para ouvir poemas e corpo a dançar.
O experimento cênico Quando Chuvava em Mim é composto por quatro partes:
Nascer do movimento;
Nascer da voz;
Nascer da poesia;
Nascer do corpo poético.
Cadeira, copos cheios e vazios de amor delimitam o espaço a ser rompido.
Versos espalhados na terra, vento e entre dedos de quem os quer.
Corpo-torMenta | coPo-vaZio. coRpo-calMaria | copO-cheIo.
Olhar e silêncios.

Contato
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