Grafite e Pichação

Desde os tempos mais primórdios, o homem conhece a importância do desenho para a evolução e o estudo de nossa espécie. É através das pinturas feitas nas cavernas e nos muros mais antigos que os estudiosos podem definir características da vida de nossos antepassados. Hoje em dia, porém, muitas pessoas definem os desenhos ao ar livre como sujeira.

O nome “grafite” tem origem no italiano “graffito”, palavra usada para designar os desenhos de épocas remotas, feitos em paredes. “Graffite”, por sua vez, é o plural de “graffito” e serve para designar os desenhos elaborados ao ar livre em geral.

Ao contrário da pichação, o grafite é baseado em desenhos. Todas as letras e figuras utilizadas nas pinturas são pensadas, elaboradas, desenhadas e coloridas cuidadosamente, para que representem aquilo que o artista quer mostrar.

Algumas pessoas, porém, parecem não perceber a diferença entre os dois estilos de arte. É o caso da Lei 9.605, sancionada em 1998, que criminaliza pichação e grafite. A principal diferença entre os dois estilos de arte é que o grafite é baseado em figuras, enquanto a pichação é baseada em letras.

As duas artes, contudo, têm um contexto social parecido. Elas visam intervir na paisagem urbana, fazendo com que a população reflita sobre o que está sendo representado ali. Apesar de andarem sempre às margens da sociedade, o caminho dessas duas artes se diferenciou nos últimos anos. Enquanto a pichação continua sendo discriminada, o grafite brasileiro ganha cada vez mais espaço, inclusive fora do país, onde nossos artistas são chamados para montarem diversas exposições. Hoje, o grafite brasileiro é considerado um dos melhores do mundo, se não o melhor.